Carta aberta a FERNANDA TAKAI em função de seu livro NUNCA SUBESTIME UMA MULHERZINHA.
Salvador, 8 de setembro de 2008.
Fernanda,
Li o seu livro por estes dias. Uma delícia. O fiz em duas sentadas. A primeira, no sofá da casa da minha irmã, de frente para a varanda olhando para uma vista que adoro: Salvador (onde nasci e vivo atualmente), num lindo dia chuvoso. Na segunda, de frente para a minha varanda, onde também adoro ler. Desta vez em meio a um lindo dia ensolarado.
Parabéns pelo livro! Sempre programava para comprar o Estado de Minas ou o Correio Brasiliense a fim de ler a sua coluna, mas como fora o aeroporto e algumas bancas pingadas é difícil achar por aqui, acabava passando. Foi uma grande felicidade satisfazer este meu desejo antigo de lê-la (além de ouvi-la) por meio do seu primeiro livro.
Não conheço todo o trabalho musical do Pato Fu, mas com o que tive contato, me apaixonei logo de cara. Além do recente Daqui Pro Futuro, tenho aqui comigo o CD e o DVD Toda Cura Para Todo Mal – trabalho cujo qual até escrevi um texto. Na ocasião “falei” com vocês a respeito.
Acho muito bacana seu jeito de escrever e sobre o que escreve. Particularmente quero lhe dizer que o que mais me tocou no livro foram ESTA BAGAGEM É SUA, SENHORA? (hilário, divertidíssimo!) e SINCRONICIDADE (muito bom!). Ainda, PROCURA-SE UMA PROFESSORA DE VIOLÃO e MEUS AVÓS JAPONESES, também são lindos.
Sobre o texto TESOURO EM CAIXA DE PAPELÃO, me permita dizer opinando que certamente sua menina, Nina, encontrará tesouros assim, em você, no seu marido, nas suas músicas e nas suas palavras. Com o TUDO O QUE NÃO ME PERMITI SONHAR, me lembrei da Nina, a doce menina de um casal que amo muito. Vania Abreu (cantora) e Marcelo Quintanilha (cantor e compositor). Certamente sua filha deve ser uma fofa também.
Não poderia deixar de citar o SUPERSTAR NÃO ERA O BASTANTE. Lindo pacas! Somo-me aqui ao sentimento da Zélia Duncan no prefácio do teu livro e repito “eu adoro os Carpenters!!!” Neste texto, fiquei felicitado com a beleza que você fala da música e da personalidade da linda Karen Carpenter. Fala, portanto de encanto e esperança. Tudo o que tu assumes e manifestas em tua própria vida, Fernanda.
É curioso. Em meio à "estética musical Pato Fu", sempre me encantei pela sua voz, porém no começo achava que era você quem compunha todas as canções da banda. Como disse antes, não conheço todo os álbuns da banda e confesso que de cara não tenho o hábito de pegar o encarte do CD e ver de quem é a composição, os arranjos... De imediato e em geral, por um tempo, viajo na canção e a referencio por meio do seu/da sua intérprete. Ou seja, logo quando comece a ouvi-la, não sabia que muitas daquelas composições não eram suas. Então, agora, lê-la, foi e é uma bela e diferente descoberta. Um enorme prazer.
É muito bom saber um pouco mais de quem agente gosta, admira, como pessoa e como artista. O livro também proporciona isso ao leitor. E mesmo sendo lugar comum dizer isso, diante do que você é e de como as pessoas te percebem há muito, reafirmo que você está nesse mundo para acrescentar de um modo extremamente bonito e especial.
Pois, na página 100, quando você fala sobre a Clarisse Lispector, através do livro Correio Feminino... Você, tal qual a Clarisse realmente não é uma “mulherzinha”. Poderia ser se quisesse, mas há tanto em te que não seria na fácil esta assunção.
Bom, era isso. Mais uma vez parabéns pelo livro e claro, pela música! Esteja muito bem e feliz Fernanda.
Beijão pra você, abração para o Pato Fu!
|